
_Créditos das imagens: ChatGPT
# 🔐 O responsável pela VPN em cadeias de terceirização
### Um olhar técnico, jurídico e operacional sobre acesso remoto seguro
Vivemos uma era em que a terceirização em camadas se tornou regra:
empresas contratam integradores, que contratam parceiros, que por sua vez contratam especialistas independentes.
O modelo é eficiente, escalável — e extremamente frágil quando o assunto é **acesso remoto a ambientes corporativos**.
Um ponto específico expõe essa fragilidade com clareza:
> **Quem deve fornecer o ambiente de VPN quando há múltiplos níveis de contratação?**
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## 🧩 O cenário típico
Vamos desenhar um cenário realista:
```
Empresa cliente
↓
Fornecedor principal
↓
Parceiro
↓
Profissional quarteirizado
↓
Notebook pessoal
```
O cliente final precisa conceder acesso à sua rede.
Na prática, o que frequentemente acontece é simples (e perigoso):
> O cliente entrega um usuário de VPN diretamente ao quarteirizado.
Isso parece prático. Mas é tecnicamente errado.
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## 🚨 O problema invisível
Quando uma empresa fornece acesso VPN direto a um profissional que não é seu funcionário, ela está:
* Expondo sua rede a um endpoint que não controla
* Abrindo dados corporativos a um equipamento sem gestão, sem políticas e sem auditoria
* Criando uma responsabilidade jurídica mal definida
Ao mesmo tempo, o profissional está:
* Conectando sua máquina pessoal a uma rede corporativa
* Misturando dados pessoais, projetos, chaves, navegadores e credenciais
* Assumindo riscos que não fazem parte do seu contrato
É um modelo baseado em **conveniência**, não em **governança**.
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## 🧱 O que as boas práticas exigem
Em ambientes maduros de segurança da informação, o fluxo correto não é:
> Profissional → VPN do cliente
O fluxo correto é:
```
Profissional
↓
Ambiente do contratante (TOTVS, parceiro, integrador)
↓
Ambiente controlado (VM, bastion, jump host)
↓
VPN do cliente
↓
Rede do cliente
```
Ou seja:
> **O quarteirizado nunca acessa diretamente a rede do cliente.**
Ele acessa **a infraestrutura da empresa que o contratou**, e essa empresa é quem:
* Aplica políticas
* Registra logs
* Controla o endpoint
* Assume o risco
Isso é conhecido como **cadeia de confiança (chain of trust)**.
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## 🧨 Quando a segurança moderna entra em cena
Hoje, muitos clientes utilizam:
* Zero Trust
* Posture check
* FortiClient EMS
* ZTNA
* Compliance por endpoint
Essas tecnologias fazem exatamente o que devem fazer:
> Só deixam entrar máquinas corporativas, gerenciadas e confiáveis.
Mas aí surge a contradição:
> O cliente exige um endpoint corporativo…
> …mas não fornece um endpoint corporativo.
Isso empurra o risco para o elo mais fraco da cadeia.
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## 🛡️ O modelo certo (e realista)
A solução é simples, barata e usada por bancos, governos e grandes integradores:
### ✔️ Jump host corporativo
O contratante fornece:
* Uma VM Windows ou Linux
* Com VPN do cliente
* Com controle, logs, snapshot e isolamento
O profissional acessa essa VM por:
* RDP
* SSH
* Bastion
Resultado:
* O cliente nunca toca a máquina pessoal do quarteirizado
* O quarteirizado nunca toca diretamente a rede do cliente
* A responsabilidade fica clara
* A segurança aumenta para os dois lados
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## 🧠 A regra de ouro
> **Quem exige controle, postura e compliance é quem deve fornecer o ambiente.**
Segurança não pode ser terceirizada para o notebook pessoal de alguém.
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## 📌 Conclusão
A terceirização moderna exige uma arquitetura de acesso moderna.
VPN direta para máquinas pessoais não é Zero Trust — é **Zero Governança**.
Quem não desenha corretamente a cadeia de acesso está apenas empurrando o risco para baixo… até que ele estoure.
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